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Inteligência Emocional

  • Michele da Silveira
  • 30 de abr. de 2024
  • 2 min de leitura

O mundo do trabalho usa muito o termo inteligência emocional para falar sobre "ter controle" sobre suas emoções.


É algo muito pontuado nos feedbacks e visto como uma competência essencial para um profissional bem sucedido.


Mas o que quero provocar você a pensar hoje é: o que inteligência emocional quer de fato dizer?



A mesma sociedade que vem percebendo a importância de empoderar as crianças a chorarem e que fala de educação positiva, ainda acredita que ser invadido pelas emoções é errado - principalmente no ambiente de trabalho.


Não conseguir conter as lágrimas, fingir que está tudo bem quando não está e não ter o direito de ficar triste, são algumas das sensações que provavelmente você já tenha experimentado… 


E talvez tenha feito isso para não se sentir inadequado.


Afinal, parte do "mundo do trabalho" acredita que o SENTIR é uma fraqueza (pelo menos é isso que escuto de muitos pacientes nas sessões de terapia).


Como adultos, somos convidados a anestesiar sensações e reprimir emoções - para passar a imagem de profissional seguro e competente. 


Como se SENTIR fosse inversamente proporcional a fazer um bom trabalho.


A verdade é que as emoções humanizam as relações, seja no convívio com os outros e na sua relação com você. Elas são um outro tipo de linguagem.


Ao acessar as emoções e fazer contato com as sensações, você permite que o mecanismo de autorregulação aconteça: o corpo descarrega uma tensão e volta para seu estado natural.


Se a gente não permite sentir essas emoções, nosso corpo (que é muito inteligente) entende e reage - criando tensões físicas para segurar de fato a expressão daquelas emoções.


Como tensões na mandíbula que aparecem para segurar a raiva ou uma palavra que não pode ser dita, ou olhos que tremem porque tem muita tensão para segurar o choro… e por aí tem um loonga lista.


Mas uma hora, a panela de pressão pode explodir.


Ao meu ver, a verdadeira inteligência emocional está na capacidade de FAZER CONTATO com essas sensações e emoções.



Ah e aqui vale uma observação importantíssima: sentir e se conectar com as emoções não significa que você deva sair gritando com as pessoas , ok? Como a gente reage às nossas emoções é tema pra outro texto…


O caminho para começar é PERCEBER como seu corpo reage a cada situação.


Nosso corpo tem uma inteligência enorme disponível e que, se bem aproveitada, pode ser uma grande bússola de como devemos seguir nossa vida.


O que o seu corpo está tentando te dizer? Que tal se conectar com essa outra linguagem?

Da próxima vez, tenta dar só um espacinho para ela e veja o que acontece ;)

 
 
 

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